Como elaborar uma Anamnese Nutricional em 5 passos

Atendimento Nutricional

Como elaborar uma Anamnese Nutricional em 5 passos

dietwin
Escrito por dietwin em 14 de março de 2017
TABELA NUTRICIONAL

Quer saber como montar tabelas nutricionais de maneira rápida sem ter que fazer cálculos? Informe o seu e-mail e pressione o botão ao lado.

sucesso de um tratamento muitas vezes está ligado a uma boa anamnese nutricional. Assim, o profissional pode entender de fato quem é o seu paciente, suas necessidades e objetivos.

Além disso, é um bom momento para o nutricionista demonstrar um pouco do seu trabalho e da sua personalidade, dando início ao relacionamento com o seu cliente e buscando fidelizá-lo. Por mais que seja uma etapa bastante objetiva, é extremamente importante para profissional e paciente se conhecerem melhor.

Quer saber mais sobre o assunto? Continue a leitura, entenda a importância desse passo nos tratamentos nutricionais e confira 5 dicas imperdíveis para fazer uma anamnese de sucesso em suas consultas do dia a dia!

Por que esse passo é tão importante?

Em qualquer prática médica, a anamnese é um passo crucial. Com ela, é possível coletar informações significativas sobre o paciente, como seus hábitos, seu estilo de vida, o estado geral da sua saúde, entre outras. Com esses dados em mãos, é muito mais fácil direcionar os exames necessários para fechar um diagnóstico e, posteriormente, prescrever o tratamento ideal.

Além de personalizar as condutas, respeitando a individualidade de cada pessoa e criando planos de alimentação e protocolos completamente únicos para cada uma delas, a anamnese pode ser vista como o momento ideal para conhecer seu paciente.

Esse bate-papo estreita os laços entre você e ele, criando uma relação de parceria pautada na confiança. Tornar o momento da anamnese agradável para ambos é uma ótima maneira de deixar todos mais confortáveis e preparar o terreno para as consultas que virão a seguir.

Por isso, a conversa a fim de unir todos os pontos e descobrir exatamente o que deve ser tratado também pode ser muito benéfica para você, como nutricionista responsável pelo caso. Investir em uma boa anamnese nutricional garante que o profissional deixe de ser visto como um elaborador de dietas e passe a ser encarado como um especialista completo.

Quais são os benefícios trazidos por uma boa anamnese?

Como mencionado, a anamnese nutricional pode trazer inúmeros benefícios, tanto para os pacientes quanto para os profissionais responsáveis por seus tratamentos.

Pensando nisso, separamos uma pequena lista com as principais vantagens relacionadas à realização de uma anamnese completa e adequada. Acompanhe!

Ajuda a controlar o tempo de consulta

Um dos maiores desafios dos nutricionistas é manter um padrão na duração das consultas. Esse controle ajuda muito na hora de elaborar uma boa agenda e facilita o dia de trabalho desses profissionais.

Por isso, uma anamnese bem preparada pode se tornar uma ótima aliada no controle do tempo. Com ela, fica muito mais simples saber diretamente o que perguntar e o que deve ser feito, evitando rodeios e mandando a perda de foco para bem longe!

Proporciona maior conhecimento sobre o paciente

Salvas as devidas proporções e considerando que o consultório é um ambiente estritamente profissional, os pacientes podem ser vistos como amigos dos nutricionistas e vice-versa. Afinal de contas, um ajudará o outro a alcançar objetivos e a melhorar a qualidade de vida.

Por isso, conhecê-los é importantíssimo, seja do ponto de vista clínico ou pessoal. Uma anamnese bem pensada permite que o nutricionista saiba todas as informações cruciais sobre a saúde do paciente e ainda possibilita sobrar um tempinho para uma conversa mais descontraída e humanizada, um dos pilares da fidelização de clientes e do marketing boca a boca.

Traz resultados mais rápidos e duradouros

Sem dúvidas, a anamnese nutricional é a porta de entrada para o engajamento do paciente em seus próprios tratamentos e para a obtenção de resultados mais rápidos. Além disso, devemos pensar também no longo prazo, evidenciando sempre a importância de que as conquistas sejam duradouras.

Com o plano alimentar bem traçado, é possível tornar muito mais simplificada a explicação dos procedimentos seguintes e garantir que o paciente se veja tão empolgado quanto o nutricionista em relação às perspectivas para o futuro.

Como fazer uma excelente anamnese nutricional?

Agora que você já conhece os principais benefícios da anamnese nutricional, que tal saber, de uma vez por todas, os elementos que não podem ficar de fora dela?

1. Começar pela identificação básica

Para início de conversa, deve-se começar pela criação de um perfil nutricional do paciente com todas as principais informações sobre ele. Portanto, dados pessoais básicos devem ser coletados, por exemplo:

  • Nome completo;
  • Idade;
  • Sexo;
  • Estado civil;
  • Naturalidade;
  • Profissão, etc.

Outro ponto importante é pedir alguns dados para contato, como endereço, e-mail e números de telefone. Há sempre a possibilidade de surgir imprevistos e, nesse caso, é essencial conseguir encontrar e avisar o paciente com antecedência, garantindo um bom atendimento.

2. Criar um questionário padrão

Em um segundo momento, devem ser feitas perguntas um pouco mais específicas para entender melhor sobre sua rotina, hábitos alimentares, doenças prévias, entre outros detalhes.

Para facilitar o dia a dia e gerenciar melhor o seu tempo, você pode listar as questões mais interessantes — de acordo com a sua visão e preferências — e deixar o questionário pronto em um sistema como um software de nutrição.

3. Não esquecer de tópicos importantes

Deixar o questionário previamente pronto ajuda a não esquecer de assuntos relevantes e, como consequência, fazer uma anamnese diferente com cada paciente. Assim, fica tudo mais prático e padronizado.

Então, na hora da consulta cada pessoa responde os tópicos escolhidos. Os temas mais presentes envolvem os sintomas comuns (como azia, dor de cabeça, inchaço, etc.), medicamentos consumidos, digestão, trânsito intestinal, principais refeições, alergias alimentares, consumo de água, entre outros.

4. Buscar uma avaliação completa

Outros dados complementam a anamnese, como a avaliação antropométrica e a análise de exames laboratoriais. Mesmo que o paciente consiga responder adequadamente às perguntas solicitadas, é recomendado ter esses valores como referência.

Entre as principais medidas estão peso, altura, dobras cutâneas (com um adipômetro) e as circunferências, como cintura, braço, coxa, etc. Já quanto aos exames, a coleta de sangue, urina e fezes são os mais habituais e ideais para ajudar no diagnóstico nutricional.

Com os resultados é possível acompanhar doenças e disfunções já existentes, assim como os distúrbios hormonais e a falta de vitaminas e sais minerais. E, com esses números desde o ponto de partida, é possível criar tabelas e gráficos da evolução de cada caso, servindo inclusive como uma ferramenta de motivação.

5. Cruzar todas as informações

Por fim, todos esses dados obtidos devem ser armazenados e cruzados de forma a criar um diagnóstico completo e viabilizar a elaboração de um tratamento ou dieta personalizados.

Um bom software nutricional também pode ser fundamental nesse momento, facilitando toda a interação e salvando as informações para serem acessadas e alteradas a qualquer momento.

Gostou de adicionar novos conhecimentos sobre a anamnese nutricional? Caso queira saber ainda mais sobre o assunto, confira o nosso blog, que está repleto de informações variadas para enriquecer o seu trabalho. Quer um exemplo? Veja também este outro artigo sobre tecnologia para nutrição! Boa leitura!

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