A importância da nutrição infantil

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A importância da nutrição infantil

dietwin
Escrito por dietwin em 27 de junho de 2017
TABELA NUTRICIONAL

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Os índices de obesidade infantil vêm aumentando consideravelmente com o passar dos anos, na medida em que os alimentos industrializados passaram a ganhar maior espaço na alimentação diária das famílias. Uma criança obesa terá mais probabilidades de desenvolver patologias como hipertensão, diabetes tipo 2 e obesidade mórbida na idade adulta ou até mesmo na adolescência, por isso é tão importante desenvolver bons hábitos alimentares desde cedo.

O primeiro passo é transformar os hábitos alimentares da família, eliminando alimentos industrializados, transgênicos e pobres em nutrientes. Assim, o bebê desenvolverá hábitos saudáveis desde muito cedo.

Continue conosco para entender mais sobre a importância da nutrição infantil e as recomendações para cada fase do crescimento da criança!

A boa nutrição na gravidez e a saúde do bebê

Os cuidados com a nutrição infantil devem começar ainda antes do nascimento. Uma alimentação saudável e equilibrada da mãe desde o início da gestação será fundamental para a saúde do bebê ainda no útero, pois a má nutrição de mãe e filho poderá ser responsável pelo aparecimento de várias patologias.

Com uma alimentação inadequada durante a gestação, sabe-se há o aumento das chances de o bebê nascer com baixo peso, ter prejuízos em seu desenvolvimento na fase de crescimento, tornar-se obeso, hipertenso e desenvolver diabetes na idade adulta.

Sem falar nos problemas que podem ocorrer durante o desenvolvimento do bebê dentro do útero. Com a falta de alguns nutrientes, como o ácido fólico, aumentam as chances de o bebê desenvolver doenças no tubo neural, como a espinha bífida, e do cérebro, como a anencefalia.

A importância do aleitamento materno nos primeiros 6 meses

Nos primeiros seis meses de vida do bebê, recomenda-se que o aleitamento materno seja mantido como forma de alimentação exclusiva. A amamentação vai fornecer a quantidade certa de proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais. Além dos nutrientes, o bebê recebe anticorpos que favorecerão seu sistema imunológico e ajudarão na prevenção de patologias.

Com o aleitamento materno exclusivo, é possível evitar também as alergias alimentares. Bebês que se expõe a alimentos que não o leite materno podem desenvolver inúmeros tipos de alergias alimentares e algumas delas podem perdurar durante toda a vida.

De seis meses a um ano de idade

A partir dos seis meses, a dieta da criança precisa ser complementada, mas o ideal ainda é manter a amamentação até por volta dos dois anos de idade, ou até quando mãe e filho quiserem. A alimentação sólida deverá ser iniciada quando o bebê completar seis meses, e o ideal é começar oferecendo pequenas porções diárias de novos alimentos, aumentando um pouco a cada dia.

É muito importante que a criança comece a receber alimentos ricos em ferro, como carnes, frango, feijões, cereais enriquecidos com ferro, além dos legumes, frutas e tubérculos. A água também deve ser introduzida na dieta infantil a partir dos seis meses. É normal que a criança comece aceitando só pequenas quantidades de alimentos sólidos. A mãe deverá, então, complementar com o peito até que a criança passe a comer melhor.

De um a dois anos de idade

Nessa fase, a criança já pode fazer as refeições junto com a família e comer os mesmos alimentos, desde que não sejam excessivamente temperados e que sejam amassados ou desfiados em pequenos pedaços.

Os sucos devem ser naturais e nunca adoçados com açúcar. Para beber, a preferência deve ser sempre a água pura.  O leite materno continua sendo um alimento muito importante e seu consumo deve ser estimulado até os dois anos de idade ou mais, conforme a vontade da mãe e do bebê.

De dois a oito anos

Ainda nessa fase, a criança possui um estômago pequeno, mas gasta muita energia. É importante manter as três principais refeições (café, almoço e ceia) e oferecer pequenas quantidades de alimentos ao longo do dia. Os pais devem ter cuidado para não oferecer lanches em horários próximos das refeições (duas horas antes é o suficiente).

A partir dos 2 anos, é o momento de introduzir no cardápio alimentos ricos em fibras, como laranjas com o bagaço, pães integrais, maçã com casca, brócolis e cenoura. Se a criança tem dificuldade para aceitar o alimento, os pais devem variar a quantidade, o corte e até o recipiente em que oferecem a refeição.

É preciso ter paciência e fazer diversas tentativas para a criança se acostumar com novos sabores e texturas. Carnes, ovos, peixe e outras fontes de proteínas devem estar presentes nas refeições. Esses alimentos também contém ferro, elemento fundamental para levar oxigênio ao sangue.

A quantidade de suco de frutas natural deve ser limitada até 175ml por dia e pequenas quantidades de água devem ser sempre intercaladas entre refeições. Introduzir frutas como sobremesa é um hábito saudável que deve começar nessa fase.

É aconselhável começar a envolver as crianças na preparação das refeições para estimular o interesse dos pequenos em uma alimentação saudável. Os pais devem deixá-los comer na ordem que preferirem e ensinar a mastigar com calma, concentrados naquele ato. As crianças jamais devem comer no carro ou assistindo televisão.

De oito a doze anos

As regras continuam valendo para crianças de oito a doze anos. O que muda, porém, é a questão comportamental. Crianças e pré-adolescentes nessa faixa etária sentem-se independentes e costumam contradizer adultos, o que pode influenciar no modo como aceitam as refeições.

Uma ótima solução para este momento é sugerir que elas contribuam na preparação da comida. Os pais devem apresentar as opções disponíveis para que a criança escolha aquelas de sua preferência e a geladeira deve sempre conter alimentos frescos e saudáveis, já que é uma fase em que a criança se alimenta por conta própria.

A criança já pode aprender a planejar uma refeição que deve ter, ao menos, uma fonte de carboidrato, uma de proteína e uma de gordura. Essa é a combinação ideal para uma refeição com muitos nutrientes, que garantirá a energia necessária ao corpo humano.

Os pais já podem incentivar os filhos a prepararem lanches sozinhos, contanto que seja uma tarefa segura. Eles devem ensinar e acompanhar as primeiras tentativas, como montar sanduíches saudáveis, uma boa opção para começar.

A importância da diversidade alimentar na infância

A formação de bons hábitos alimentares deve começar o mais cedo possível, por isso é importante apresentar à criança uma grande variedade de alimentos, sempre dando preferência aos mais nutritivos, como frutas, legumes e verduras, sucos naturais, frango sem pele, carnes magras, peixes, arroz, feijões e produtos integrais.

É natural que a criança rejeite alguns deles em um primeiro momento, mas isso não significa que devam ser retirados da dieta. O melhor é voltar a oferecer os alimentos rejeitados depois de alguns dias. O ideal é que se ofereça a maior variedade possível de alimentos, para que o paladar da criança se acostume com diferentes sabores, cores e texturas.

O consumo de açúcar durante a infância

Evitar que a criança conheça o sabor do açúcar é missão quase impossível, mas é bom retardar ao máximo o consumo de chocolates, refrigerantes, balas e outras guloseimas. Os pais devem deixar claro para outros adultos que convivam com a criança que esses alimentos não fazem parte da dieta do filho.

Ao sentir o sabor do açúcar, a criança tende a dar preferência a alimentos doces, o que não é nada recomendável. Por outro lado, se a criança já aceita uma boa variedade de alimentos saudáveis, os doces passam a ser só um complemento ocasional, e não a parte principal da alimentação. No lugar, é interessante oferecer frutas que cumpram o papel da sobremesa, como melancia e manga.

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