Como a nutrição comportamental pode ajudar seus pacientes?

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A comida há muito tempo não é mais somente uma fonte de nutrientes para o corpo. Comer também significa socializar, construir memórias e, ainda, ter prazer. Por isso, muitas pessoas acabam descontando o estresse e as frustrações da vida na ingestão dos alimentos. Percebendo isso, foi criada a abordagem da nutrição comportamental, na qual os hábitos alimentares da pessoa são considerados junto de seu contexto emocional, social e psicológico.

Quer saber como esse método pode ajudar seus pacientes? Leia tudo em nosso post!

Como funciona a nutrição comportamental?

Com as taxas de obesidade e sobrepeso crescendo em todo o mundo — inclusive no Brasil —, alimentar-se virou um hábito associado à culpa. Em blogs fitness e nas redes sociais, o que não faltam são posts que relacionam o prazer em comer com o “perder a linha” e o “enfiar o pé na jaca”, como se comer fosse pecado ou crime.

O método da nutrição comportamental pretende mudar essa relação. Em vez de culpa, a pessoa passa a ter mais consciência sobre o que está ingerindo e do papel — seja fisiológico ou emocional — que esse alimento tem em sua vida.

Além da estruturação de um plano alimentar, o nutricionista que adota essa abordagem deve também dar aconselhamento, ensinar técnicas do comer intuitivo, de autoconhecimento, táticas para comer com atenção plena e fazer uma leitura da rotina do paciente sob a ótica da terapia cognitiva-comportamental. Dessa forma, a alimentação será levada em conta dentro de todo o universo da pessoa.

Quais os benefícios dessa abordagem?

A nutrição comportamental promove uma visão mais ampla do hábito de comer. O cliente passa a ter mais clareza de como as refeições se inserem em seu cotidiano e o papel que ocupam. Isso traz uma série de benefícios. Destacamos:

Mudança definitiva de hábitos

O método promove uma mudança profunda nos hábitos do paciente que vão até além do aspecto alimentar. Isso significa que toda a sua relação com a comida será ressignificada, dando ao paciente um conjunto totalmente novo de hábitos que serão adotados por toda a vida.

Diminuição do efeito sanfona

O efeito sanfona, tão comum, é um problema que não acontece quando se usa a abordagem da nutrição comportamental, já que o método promove uma mudança definitiva de hábitos. Com sua relação com a comida ressignificada, o indivíduo passa a ser capaz de manter seu peso.

Aumento do prazer em comer

Pacientes que têm sobrepeso ou obesidade acabam se sentindo culpados ao comer. Com a abordagem comportamental, é possível mudar essa relação e retirar a culpa dos alimentos, fazendo com que cada pessoa reconquiste o prazer nas refeições.

Para quem a nutrição comportamental é indicada?

Em alguns casos, a falta de equilíbrio na alimentação não é um fato em si, mas a consequência de outros fatores. Muitas pessoas ainda expressam suas emoções comendo: um chocolate porque estão cansadas, um brigadeiro para comemorar uma meta alcançada, uma taça de vinho porque o jantar é romântico, uma pizza com os amigos no fim daquela semana particularmente difícil.

Nesses casos, somente a reeducação alimentar não é suficiente. O que esse cliente precisa é mudar a sua relação com a comida e entender que ela não é a resposta para todas as situações emocionais. Para esses casos, a nutrição comportamental é uma excelente abordagem.

O mesmo vale para pacientes que não conseguem aderir a outros tipos de dietas para alcançar seus objetivos. Quando há uma resistência muito grande para seguir as orientações passadas, é hora de o nutricionista investigar o que está por trás disso, e a nutrição comportamental fornece ferramentas para essa análise e para que o cliente consiga cuidar melhor de sua alimentação.

A nutrição comportamental é uma abordagem moderna e que toca em aspectos que vão muito além das quantidades de calorias e da pirâmide alimentar. O bom nutricionista precisa estar atento a esses aspectos sutis para que seu trabalho tenha o sucesso desejado.

Por isso, é fundamental manter-se sempre atualizado. Cursos de especialização, pós-graduações e eventos são excelentes fontes de informação de vanguarda. Leia mais sobre como o nutricionista deve se manter em constante atualização profissional!

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