Confira 8 Dicas Para Elaborar Um Plano Alimentar Eficiente

Perder peso, ganhar massa muscular, baixar as taxas de glicose e triglicerídeos, controlar a pressão arterial. Seja qual for o objetivo do paciente, ele precisará de um plano alimentar para conseguir alcançá-lo. É exatamente nesse momento que entra em cena o nutricionista, profissional mais qualificado para elaborar esse planejamento e auxiliar o paciente em sua trajetória rumo à saúde e à qualidade de vida.

Para dar uma mãozinha nessa missão, preparamos um post com algumas dicas que tornam um plano alimentar a receita do sucesso. Boa leitura!

1. Conheça a rotina do paciente

Infelizmente, é muito comum os nutricionistas passarem planos alimentares baseados no que seria o ideal, e não na realidade de cada paciente. Apesar de sabermos ser benéfico respeitar certas regras, como não fazer grandes refeições depois das 20h, para algumas pessoas, isso simplesmente não se encaixa em suas rotinas. Um trabalhador noturno, por exemplo, precisará alimentar-se melhor à noite para ter energia para executar suas tarefas.

Por isso, é fundamental conhecer o perfil e a rotina do paciente antes de passar as orientações alimentares. Investigue aspectos como:

Horários

Em que hora a pessoa acorda, qual é o horário costumeiro de almoço, quando vai para o trabalho ou deixa os filhos na escola, em qual horário costuma deitar-se para dormir etc.

Tipo de trabalho

Os diferentes tipos de funções exigirão alimentações muito diferentes. Um professor do ensino infantil que precisa de energia para comandar uma classe com 20 crianças terá necessidades muito diferentes de um contador, que passa os dias sentado no escritório.

Atividades físicas

Outra questão importantíssima é a quantidade de atividades físicas que o paciente pratica durante a semana. Além de saber dos esportes que ele pratica, leve em consideração também outros tipos de atividades físicas. Se ele vai a pé ou de bicicleta para o trabalho, por exemplo, isso muda as necessidades nutricionais.

Rotina

Seu paciente tem filhos? Como é a rotina da família? Ele consegue fazer uma alimentação diferenciada para si, ou todos deverão comer a mesma comida? Ele consegue levar as refeições para o trabalho? Seu paciente trabalha, estuda, ou faz os dois? Todos esses detalhes da rotina são importantes para montar um plano alimentar mais eficiente.

2. Analise o passado do paciente com dietas

É muito comum — principalmente quando se trata de pacientes que precisam perder peso — que eles já tenham tentado emagrecer antes e experimentado outras dietas. É importante fazer uma análise dessas vivências anteriores para verificar o que não deu certo e trazer uma solução diferente.

3. Considere os gostos e as preferências do paciente

Mudar os hábitos alimentares já é, por si só, uma tarefa que vai exigir esforço do paciente. Ele precisará ficar mais atento ao que come, quando e às quantidades. Facilite essa mudança, levando em consideração as preferências da pessoa.

Se você sabe, por exemplo, que ela não gosta de feijão, ofereça outros alimentos que podem ser substitutos. Isso aumenta as chances de adesão do paciente ao plano alimentar, uma vez que ele não terá tanto trabalho para adaptar-se à alimentação nova.

4. Não conte calorias

É verdade que a maior parte dos pacientes deseja alcançar mudanças físicas, juntamente com a saúde e o bem-estar. Mas nem por isso a conscientização sobre a alimentação equilibrada deve ficar de lado. Ao contrário, para que esse paciente não volte aos velhos hábitos, ele precisa ter consciência sobre a importância de cada alimento que consome.

Assim, um plano alimentar deve ser elaborado não com base na contagem de calorias, mas levando em consideração toda a complexidade de nutrientes essenciais para um corpo saudável — e, consequentemente, bonito.

Não deixe de incluir alimentos ricos, como o abacate e a castanha-do-pará, por exemplo, só porque têm alto índice calórico. Alimentos como esses oferecem nutrientes importantíssimos, como o selênio e o potássio.

Além disso, aproveite a ocasião da consulta para informar ao paciente sobre o caráter secundário das calorias. Antes de preocupar-se com elas, a pessoa deve levar em consideração a composição nutricional do alimento. Ainda que mais calórico, é muito mais benéfico tomar um suco natural de frutas do que um refrigerante zero, e isso precisa ficar claro para o paciente. Assim, ele passará a fazer escolhas mais inteligentes.

5. Estabeleça metas nutricionais

A maioria esmagadora das pessoas deseja ver resultados rápidos. Porém, sabemos que uma mudança saudável na composição corporal é lenta e gradual. Ainda assim, há uma forma de conciliar essas duas realidades: estabelecer metas intermediárias.

Vamos supor que seu paciente precise emagrecer 15 kg. Em vez de entregar o plano alimentar para quatro meses e só vê-lo novamente no fim do processo, faça um planejamento por etapas. Elabore uma dieta para as primeiras quatro semanas e trace uma meta realista de emagrecimento para esse paciente.

Ao ver que conseguiu vencer o primeiro desafio, ele se sentirá mais motivado a continuar com o programa para perder os quilos restantes. Isso ajuda no engajamento no novo planejamento alimentar e faz com que o paciente não perca a motivação, conseguindo alcançar seu objetivo final no tempo desejado.

6. Monte um cardápio diversificado

Começar uma reeducação alimentar ou uma dieta significa que o paciente deixará de comer alimentos com os quais estava acostumado — pizzas, hambúrgueres, doces, pães, entre outros — para privilegiar aqueles com maior riqueza nutricional. Assim, é comum que, no início, ele se sinta privado e limitado em suas opções.

Para amenizar essa sensação e dar ao paciente mais possibilidades de escolha, o nutricionista deve diversificar o cardápio do planejamento. Mostre ao paciente que há muitas coisas que ele pode comer no lugar daquelas com as quais estava habituado. Dessa forma, ele sentirá menos falta dos alimentos prontos e industrializados, e terá menos chances de não seguir o planejamento.

7. Estimule uma mudança de vida completa

A comida é uma dimensão muito importante na vida das pessoas. Comer não significa só matar a fome, mas também ter prazer, socializar, viver novas experiências. Em alguns casos, o alimento é visto como uma ferramenta com a qual lidar com as frustrações e o estresse.

Portanto, mudar a alimentação significa mexer em praticamente todos os aspectos da vida dessa pessoa. Esse é o momento, então, de aproveitar para adotar um estilo de vida mais saudável como um todo. Incentive-o a começar a praticar atividades físicas, lutar contra vícios como o tabagismo, passar a ter mais atividades ao ar livre e outras transformações que, junto à alimentação equilibrada, trarão maior bem-estar e qualidade de vida.

Essas mudanças farão o paciente sentir-se melhor consigo mesmo, aumentando as taxas de adesão ao plano alimentar.

8. Use a tecnologia a seu favor

Além da consulta, você pode criar outros canais de relacionamento com seus pacientes usando a tecnologia. Um exemplo é fazer uma lista de distribuição pelo WhatsApp e enviar receitas saudáveis para inspirá-los e ajudá-los a variar ainda mais o cardápio. Essa é uma boa forma de fazer um pós-atendimento. Também pode usar o seu Instagram para dar dicas e postar pratos que eles podem reproduzir em sua rotina.

Já para a criação do plano alimentar, a melhor ferramenta é um software específico para nutricionistas. Com ele, você otimiza seu tempo e ainda oferece um atendimento mais completo ao paciente. Ao inserir os dados da pessoa no software, ele vai sugerir os alimentos para o nutricionista organizar o planejamento mais adequado da rotina do paciente.

O software também permite um melhor gerenciamento das informações, pois registra o histórico das consultas e outros detalhes sobre o paciente. Esse registro permite um monitoramento mais preciso dos progressos, além de identificar com mais facilidade possíveis ajustes que venham a ser necessários.

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